Pela BR 116 (Rodovia Presidente Dutra), saindo do Rio de Janeiro ou de São Paulo, próximo a Resende entra-se na RJ 163 para chegar até Visconde de Mauá, localizada a aproximadamente 200km do Rio de Janeiro e a 310 Km de São Paulo. Visconde de Mauá e região são ótimas opções para o ano inteiro, no inverno a serra convida a apreciar o frio, com a gastronomia do local e as aconchegantes pousadas, e no verão as opções aumentam com as cachoeiras e piscinas naturais. A região possui muitos vales com várias trilhas e cachoeiras. No Vale do Alcantilado a 11 km da Vila de Mauá, encontram-se nove cachoeiras, uma delas é a Cachoeira do Alcantilado, com 20 m de altura, com estrutura de estacionamento e lanchonetes. Saindo da Vila de Visconde de Mauá pela estrada principal em torno de 15 km chega-se a base da Pedra Selada, é o ponto mais alto do município de Resende, cerca de 1.780 m de altitude. Uma trilha relativamente difícil leva até o topo, com uma vista deslumbrante do vale.
O primeiro local de chegada depois de percorrer a estrada que corta a Serra da Mantiqueira é a Vila de Visconde de Mauá, um povoado que convida a uma volta ao passado, com vida simples, pessoas receptivas e ótimos serviços.
Na pequena Vila não deixe de provar os pratos típicos da gastronomia local a base de pinhão que é a semente da pinha, fruto do pinheiro (Araucária angustifólia), que já cobriu boa parte do território brasileiro, e foi alimento para os índios e para os primeiros imigrantes.
Muitos animais, especialmente os pássaros, são responsáveis pela “plantação” dos pinheirais, e a Gralha Azul (que já não existe mais em Mauá) se destaca por enterrar os pinhões, se tornou o símbolo do Festival Gastronômico de Visconde de Mauá. Durante o Festival, que ocorre no mês de maio, junto com a Festa do Pinhão, chefs de todo o país apresentam variados usos para a semente em pratos doces ou salgados.
Além das festas, a região vem se destacando com os seus restaurantes, com a mistura de temperos, trazida por pessoas que optaram pelos pequenos vilarejos para montar os seus empreendimentos, dando um sabor especial e sofisticado à culinária local.
Visconde de Mauá, desde os anos 70, começou a ser freqüentada por pessoas em busca de locais tranqüilos, para conviver em harmonia com a natureza, como um refúgio para a concentração e a criação, o que gerou uma região com muitos ateliês e locais de encontro de artistas e artesãos.
Próximo a Vila de Visconde de Mauá, a apenas 5 km, encontram-se as Vilas de Maringá e logo a frente mais 3 km a Vila de Maromba. Maringá, com várias opções de hospedagens, oferece ao turista a opção de visitar os dois estados, Rio de Janeiro e Minas Gerais, testemunhando a miscigenação marcante do local.
Roteiros Integrados da Região das Agulhas Negras Em Maromba se tem acesso a várias cachoeiras, e para conhecer o local, o ideal é contratar um guia de turismo e aproveitar o passeio. Saindo de Maromba, após a 1ª ponte, existe uma estrada a esquerda que leva até a Cachoeira Véu da Noiva, uma queda, que desemboca numa piscina natural ideal para banho. O acesso é por uma trilha pequena que dura aproximadamente dez minutos. Na Cachoeira do Escorrega um tobogã com 30 m de comprimento que termina em um poço d’água é uma das grandes atrações. Há estacionamento e lanchonete no local. Atravessando a ponte que leva ao Vale da Santa Clara, na bifurcação a esquerda, chega-se até a trilha que leva a Cachoeira Santa Clara, a 1200 metros de altitude e com 50 metros de queda de águas cristalinas, cercada pela mata. As águas da cachoeira formam um grande lago que convida a um mergulho. No vale ainda se encontra a Cachoeira Toca da Raposa e a do Santuário, com estacionamento e lanchonete.
Seguindo pela RJ-163 e passando por Penedo após 5 Km chega-se a Serrinha do Alambari, localizada a 170 km do Rio de Janeiro e a 250 km de São Paulo. A Serrinha do Alambari se destaca por ser uma APA – Área de Proteção Ambiental Municipal, de natureza exuberante e clima ameno inigualáveis e busca através do seu Plano Diretor, desenvolver o Turismo Sustentável, o qual concilia o desenvolvimento econômico humano com a preservação dos seus recursos naturais.
Possui várias trilhas, pela densa Mata Atlântica, aliadas a rios com variadas cachoeiras, fauna e flora abundantes, sendo ferramentas importantes para promover a educação ambiental, matéria vertente do Turismo Sustentável e plataforma para um mundo melhor.
Na Serrinha existe uma variedade de mais de 200 espécies de aves e abundante quantidade de mamíferos, assim como insetos e aracnídeos, a Serrinha se destaca ainda com a dança dos Tangarás, pássaros de cor azul, preta e vermelha que na sua época de reprodução praticam a dança de acasalamento enriquecendo ainda mais a mata já exuberante. Outro destaque nas matas da Serrinha é o primata de nome Muriqui, chamado também de Mono Carvoeiro: é o maior primata da América do Sul. Exemplares centenários da Mata Atlântica como Ypês, Canelas, Salgueiros e outros como Palmitos, Palmeiras, Xaxins, Bromélias e Orquídeas, acabam de formar o cenário turístico-ecológico da fauna e flora da Serrinha.
Uma atração peculiar da Serrinha é a Pedra Sonora, uma grande rocha em formato de concha que produz sons quando é tocada. Conta a lenda que quem bate na pedra e ouve o seu som está protegido de uma morte violenta. A história da pedra que soa e protege surgiu quando um cacique da tribo dos índios Purís, ferido no pescoço por uma flechada em uma disputa com os índios Coroados, impossibilitado de gritar, ajoelhou-se junto a pedra e deixou o seu machado cair sobre ela, ouvindo um som, o que o fez bater na pedra até que o estranho ruído atraísse os índios da tribo que vieram salvá-lo. A pedra então virou ritual sagrado para os índios, que sempre passavam por ela antes de sair para caçar ou pescar, pedindo proteção contra desastres e tocando a Pedra Sonora.
A truta é um salmonídeo que habita as águas mais límpidas e frias do nosso planeta. A espécie que melhor se adaptou ao Brasil foi a Arco-Íris, que encontrou na Serrinha do Alambari condições favoráveis ao seu desenvolvimento. É possível observar a criação de trutas, acompanhando em um trutário todo o processo da criação, podendo até pescá-la no pesque–pague. A truta é uma das especialidades da gastronomia regional e pode ser saboreada nos restaurantes locais.